quinta-feira, 23 de agosto de 2018

GONE GIRL

Gone Girl" 
Direção: David Fincher 
Duração 149 minutos 

Gênero:  Crime l Drama l Mistério 
Países de Origem:  Estados Unidos da América 

Sinopse: Nick Dunne (Ben Affleck) é um jornalista de Nova York que busca por Amy (Rosamund Pike), sua esposa, que desapareceu no dia do seu quinto aniversário de casamento. O marido procura a polícia, mas logo torna-se o principal suspeito. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, fica claro que a verdade não é o forte do casal.


SPOILER
Em Português garota exemplar.
Super pra se pensar nesse filme, que tem como foco uma mulher e daí ela ser uma criminosa é pura ironia né?
Bom a ideia aqui é muita misoginia com cara de drama de mistério.
Construir uma narrativa em que uma mulher famosa se passa por vítima só para manter seu casamento e se vingar do marido que arrumou uma amante mais jovem.
Mais uma vez a mulher permeada pela narrativa de que é capaz de matar para manter o casamento.
Que a cultura americana valoriza esse tipo de relação a gente já sabe, mas o que mais me irrita nesse tipo de filme é a desconstrução da realidade da violência da mulher!
Na primeira parte do filme a gente percebe que o cara é um assassino daí depois no meio percebe que ela, a esposa planejou tudo.
Tem  uma cena de estupro que ela simula penetração com uma garrafa de champanhe para alargar, depois amarra os próprios pulso para simular marcas de que foi amarrada, enfim  o filme faz questão de criar no imaginário popular a ideia de que estupro e violência sofrida por mulher pode ser tudo mentira.
Sério. Qual a função de uma narrativa dessas num mundo onde uma mulher é estuprada a cada quinze   minutos? Onde todo dia 4 mulheres são assassinadas, a maioria por seu ex?
Daí um filme desses, americano, país onde recentemente tivemos tantas denúncias de violências sofridas por atrizes famosas em ambientes de trabalho  e em 2014 lançam um filme com esse nome e esse roteiro?
Sério patriarcado? Esperava mais discrição na doutrina de invalidar a real tese de cultura do estupro.

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