quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Evolution




"Evolution"

Direção: Lucile Hadzihalilovic

Duração: 81 minutos

Gênero: Drama l Mistério l Terror

Países de Origem: Bélgica l Espanha l França



Sinopse: Aos 11 anos de idade, Nicolas vive em um pequeno vilarejo à beira do mar, acompanhado por sua mãe. O local não tem nenhuma atividade, a não ser pelo hospital, onde todos os garotos são submetidos a estranhas experiências médicas destinadas a frear os passos da evolução.



Analisando esse filme não pude deixar de me perguntar, que ele não tem pessoas negras ?

Evolução incluí racismo?

Daí o filme mostra meninos, tanto que o protagonista é um deles, como única presença de figura masculina.

Não há meninas.

Há mulheres que cuidam desses meninos como mãe sociais.

Mesmo como ideia de ficção científica, ainda sim, as mulheres aparecem fazendo experiências com os corpos dos meninos.

Seria FEMISMO a evolução? Aqui me parece anti feminista, já que a figura masculina é frágil e no caso objetificada.

Não tem nada de um homem patriarcal no signo do menino. Ao contrário é um ser dócil e frágil que o patriarcado sempre colocou na mão das mulheres patriarcais como salvadora ou algoz,

A questão aqui é maternidade, vida, reprodução e esse enunciado embora seja muito interessante, pois no filme todos tem ligação com o mar, uma ideia inspiradora, tem muitas questões pra mim.

Questões acerca da eugenia e misoginia subliminar ( já que o foco não é esse) na narrativa são atuais e decisivas diante de uma Europa ( o filme  é Francês)  que tem se tornado fascista, assim como muitos países ainda patriarcais como o Brasil.

Quando entendemos que a experiência se trata de: mulheres usando meninos indefesos para procriar,  criando até seios de “seus testículos” negando que homens tem peitos embora não tenham glândulas mamárias,  esse detalhe, de criar esses seios nos garotos, pra mim só corrobora com a ideia errada de que seios são só objetos de prazer masculino e não órgãos de produção de leite para bebês.  Percebe ai o patriarcado subliminar reforçando a função social do corpo feminino?

O final completa a ideia de que tudo de ruim que a gente viu acontece numa ilha racista isolada, porque no fim o garoto chega a uma civilização completamente industrial, ele chega no barco que sua filha/mãe o coloca para que ele saia da ilha, aqui temos ela como figura cuidadora. Mas ela volta para o lugar lindo e paradisíaco  onde tirou o garoto  e o deixa chegar só no continente.

Mulheres/sereias brancas em uma ilha, procriando através de corpos de meninos frágeis.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

GONE GIRL

Gone Girl" 
Direção: David Fincher 
Duração 149 minutos 

Gênero:  Crime l Drama l Mistério 
Países de Origem:  Estados Unidos da América 

Sinopse: Nick Dunne (Ben Affleck) é um jornalista de Nova York que busca por Amy (Rosamund Pike), sua esposa, que desapareceu no dia do seu quinto aniversário de casamento. O marido procura a polícia, mas logo torna-se o principal suspeito. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, fica claro que a verdade não é o forte do casal.


SPOILER
Em Português garota exemplar.
Super pra se pensar nesse filme, que tem como foco uma mulher e daí ela ser uma criminosa é pura ironia né?
Bom a ideia aqui é muita misoginia com cara de drama de mistério.
Construir uma narrativa em que uma mulher famosa se passa por vítima só para manter seu casamento e se vingar do marido que arrumou uma amante mais jovem.
Mais uma vez a mulher permeada pela narrativa de que é capaz de matar para manter o casamento.
Que a cultura americana valoriza esse tipo de relação a gente já sabe, mas o que mais me irrita nesse tipo de filme é a desconstrução da realidade da violência da mulher!
Na primeira parte do filme a gente percebe que o cara é um assassino daí depois no meio percebe que ela, a esposa planejou tudo.
Tem  uma cena de estupro que ela simula penetração com uma garrafa de champanhe para alargar, depois amarra os próprios pulso para simular marcas de que foi amarrada, enfim  o filme faz questão de criar no imaginário popular a ideia de que estupro e violência sofrida por mulher pode ser tudo mentira.
Sério. Qual a função de uma narrativa dessas num mundo onde uma mulher é estuprada a cada quinze   minutos? Onde todo dia 4 mulheres são assassinadas, a maioria por seu ex?
Daí um filme desses, americano, país onde recentemente tivemos tantas denúncias de violências sofridas por atrizes famosas em ambientes de trabalho  e em 2014 lançam um filme com esse nome e esse roteiro?
Sério patriarcado? Esperava mais discrição na doutrina de invalidar a real tese de cultura do estupro.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rita - Netflix

Genero
Criação
Christian Torpe
Atores
·         Mille Dinesen
·         Carsten Bjørnlund
·         Ellen Hillingsø
·         Lise Baastrup
·         Nikolaj Groth
·         Morten Vang Simonsen
·         Sara Hjort Ditlevse

Rita
Uma série que tem como pano de fundo uma escola
A protagonista é uma professora fora das regras.
Na perspectiva feminista podemos adentrar no subliminar dessa mulher que não obedece regras.
Ela tem mais de 40 anos e é livre, separada, e tem uma vida sexual ativa.
Aqui ela é vista como alguém errada até por uma feminista já que ela faz sexo com homens casados.
Não tem sororidade.
Bebe e fuma muito. E assiste tv nas horas vagas.
Uma mulher sexualmente bem resolvida tem que ser uma mulher que não respeita regras!
Esse é o mundo machista de netflix!
Porque ela não poderia só sair com os homens solteiros por exemplo?
Ela tem problemas em relacionamentos. Um dos caras com quem sai, o solteiro da história, o diretor da escola, inclusive eles transam em horário de trabalho, se declara e ela tenta conviver com ele.
Mesmo aqui, ela não pode ter a liberdade de ser cuidada sem pertencer. O não querer dela é um erro dela, ela teve traumas desde a adolescência
Na ultima temporada visitamos a Rita jovem.
Uma lolita. A piranha do patriarcado que transaou com o pai da amiga aos 16 anos!
A cena é patética!
Ela fala algo inteligente, o homem de 40 diz que ela fala como adulta, ela diz que ele a quer. Ele não nega. Não sai do quarto. Não se defende. Mas sabemos que ela o atacou!
Ela subiu em cima dele
Ela se ofereceu
Ela começou a beijá-lo
Quando a amiga diz a mãe, na cena em que tudo se revela, as duas mulheres que Rita ali contava, a amiga e a mãe da amiga, a deixam, ela uma adolescente que tinha problemas em casa, sem mãe presente ( SIM A MÃE DE RITA  a abandonou nessa fase) será essa mulher que não terá ninguém no futuro.

A mãe tem capitulo especial, afinal foi viver sua vida e deixou a filha. Mais uma vez a produção reforça a ideia do quanto é um problema a mulher ser livre. A escolha da mãe de Rita a fez assim. E Rita continuará sendo incrível, livre mas solitária, por não aceitar a regra de ser de um homem só.
O tempo todo é chamada de anormal pelos filhos já adultos e bem criados diga se de passagem.
Existe nessa série um machismo bem estruturado, num discurso subliminar muito bem camuflado através do cotidiano escolar de um país tão ícone sobre a educação.
Ainda há muito o que se discutir quando as mulheres são protagonistas.
Seremos sempre um problema quando nossa liberdade for o foco da trama?


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Lady Bird


·         Nome: Lady Bird - A hora de voar

·         Nome Original: Lady Bird

·         Cor filmagem: Colorida

·         Origem: EUA

·         Ano de produção: 2017

·         Gênero: Comédia, Drama

·         Duração: 93 min

·         Classificação: 14 anos

·         Direção: Greta Gerwig

·         Elenco: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts





Mais um drama americano sobre o fim da adolescência de uma jovem. Todas as dúvidas da puberdade tão já encenadas, com as mazelas da falta de recursos de uma garota de classe média americana.

Sua falta de sensibilidade demonstra uma jovem mulher egoísta, típica filha querida do bom pai e da mãe que lhe é cruel, como a vida.

Esse jogo é tão comum, por isso o filme é tão previsível.

Mais uma vez o patriarcado é superestimado nas entrelinhas, já que  a mãe aqui é a chata assim como a filha mulher.

Os homens  bons da trama são todos frágeis .

O pai toma anti depressivo, o irmão adotado sofre racismo em casa da protagonista egoísta o primeiro amor é gay e ela descobre sem querer!

Nossa é muito macho pra gente sentir dó

E duas mulheres pra gente achar totalmente errada no quesito demonstrando sentimentos.

A sororidade não existe aqui.

Mesmo quando a protagonista sente falta da amiga gorda que foi preterida pela rica e linda naquele momento de popularidade do colégio, ainda sim ela volta atrás por perceber que a gorda era sua amiga e sempre foi.

Enfim, chatinho e mais uma vez colocando as mulheres no lugar onde o patriarcado gosta, na Igreja, se arrependendo e ligando pra casa depois da missa pra dizer pra mãe bruta que a ama.