quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cashback

 
Título Cashback (Original)
Ano produção 2006
Dirigido por Sean Ellis
Duração 102 minutos
Gênero:Comédia, Drama
Países de Origem:Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
 
Filme água com açúcar. Tem seus momentos cômicos mas nada  Monty Python ( já que se trata de um filme Inglês que se intitula cômico...).
O protagonista é um artista sensível a beleza feminina.
Mas assim como o roteiro, também o jovem é limitado a achar belo corpos de mulheres brancas ( em sua maioria loiras) e esculturais. Corpos da mídia.
Não, não existe um olhar "Botticelli" ou "Botero". Já que se trata de falar de olhar a beleza do mundo do ponto de vista de um artista plástico, poderia usar essas referências que pintaram mulheres de  sua época em várias formas físicas e também homens.
Achei o filme sexista já que apela o tempo todo para a nudez das mulheres de beleza padrão imposta pela mídia.
Bom eu escolhi assistir justamente por conta do cartaz que traz uma na capa se despindo...me arrependi....hahahaha
Mais um filme que nos vê como objetos de desejo, como seres passivos de um olhar machista.
 

terça-feira, 14 de julho de 2015

A filha do pai

 
Título La fille du puisatier (Original)
Ano produção 2011
Dirigido por Daniel Auteuil
Duração 107 minutos
Gênero:Drama, Romance
Países de Origem:França
 
 
Esse é o tipo de filme que tudo da certo no final. Dramão! 
O tipo de filme que a gente tem medo já que mostra a filha como propriedade do pai, com várias máximas machistas e a gente (que é feminista militante!) chora no fim.
História de amor em que o bonito rico faz um filho na linda pobre.
Ela engravida e é expulsa de casa.
A honra do pai vale mais do que o amor que ele sente por ela.
Até a hora em que o pai vê o neto e se derrama por ele e pede pra ambos voltarem.
Uma pai tão machista, tão escroto na atitude de ver a filha como um troféu, mas cujo amor valida tudo.
 
Esse é o lado mais perigoso do machismo. O amor.
Mas o amor é um sentimento que pode ser de posse, propriedade, honra...seria então amor pelo próprio ego?
As mulheres são vítimas dessa enganação.
O amor que homens sentem por mulheres nunca foi igual ao que sentem entre eles.
O pai aceita a filha de volta porque seu neto será um HOMEM. E ele fora pai de mulheres, seis delas, e uma que o envergonhou!
Ele diz isso no início do filme, que depois de um tempo passou a gostar dela como se fosse um FILHO!
 
Esse tipo de realidade retratada aqui é o tipo de perversão que o machismo subliminarmente usa para se justificar e o mais desesperador é utilizar um sentimento tão nobre como o amor para validar a opressão que muitos homens exercem sobre as mulheres.
 

domingo, 12 de julho de 2015

Polytechnique

 
Título Polytechnique (Original)
Ano produção 2009
Dirigido por Denis Villeneuve
Duração 77 minutos
Gênero: Drama, História, Policial
Países de Origem: Canadá
Elenco:Maxim Gaudette, Sébastien Huberdeau, Karine Vanasse, Nathalie Girard, Marina Eva, Jonathan Dubsky, Marie-Évelyne Baribeau, Evelyne Brochu, Mireille Brullemans, Pierre-Yves Cardinal
 
Nossa esse filme é muito triste principalmente por ser baseado num fato real: feminicídio.
A dificuldade da escolha de uma jovem estudante de engenharia é um pano de fundo.
Esse filme é a real história do machismo no mundo
Estamos falando do Canadá no final dos anos 90, falando de um país considerado avançado por tantas questões e ali temos um machista assassino cujo foco é a misoginia.
Lindas são as palavras finais:
"...se tiver um filho ensinarei ele a amar se for uma filha ensinarei que o mundo lhe pertence"
 
 
Pra aliviar a tristeza que sinto depois de assistir, para mostrar o que tem de bom num lugar como o Canadá, onde ocorreu essa tragédia, deixo aqui o link de um site lindo também Canadense que é para as mães de filhas meninas no mundo
 
 
 
Juntas somos mais fortes
Juntas somos uma
Que um dia o machismo e as diferenças fiquem no passado
 
 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Acima das nuvens



Título Original: Clouds of Sils Maria
Ano de Lançamento: 2014
Direção: Olivier Assayas
Gênero: Drama
País de Produção: França/Suíça/Alemanha
Idioma: Inglês/Francês
Duração: 123 min.

Filme sensível com a incrível Juliette Binoche interpretando uma atriz que 20 anos depois aceita voltar ao teatro fazendo a personagem mais velha de seu primeiro sucesso como a personagem mais jovem.
As nuances estão no fato da realidade e da ficção se mesclarem quando a protagonista e sua assistente demonstram diferentes pontos de vista acerca da peça.
O filme é lindo enquanto reflexão acerca do que é o teatro, a arte, o talento e a fama...

Como análise feminista fica o estrelismo da jovem atriz que demonstra desprezo pela experiência da atriz mais velha. O ego que a cerca por não ser tão comentada até o momento em que se envolve com um escritor famoso que é casado.
Esse lugar da disputa não está apenas para quem vive da fama é uma triste realidade que envolve tantas mulheres que ainda disputam entre si a atenção. A ideia de que ser bela é importante. A necessidade de se conquistar determinado homem, de ajudar os homens a ferirem outras semelhantes...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Musarañas

 
 
Título Musarañas (Original)
Ano produção 2014
Dirigido por Esteban Roel , Juanfer Andrés
Duração 95 minutos
Gênero:Drama ,Terror, Thriller
Países de Origem:Espanha
 
Um filme muito bem construído. De fato um terror. Um terror machista. Horroroso.
Tem um roteiro que no meio é um pouco previsível, mas ainda sim como terror é de fato assustador.
A violência sofrida pelas mulheres e a analogia de que se esconderam na vida como ratazanas é perfeita.
A vítima se torna algoz.
Talvez minha análise crítica feminista ( o motivo desse blog) seja o fato da mudança só acontecer com a chegada de um homem na casa.
Sim. Um homem que foi o pai fez adoecer, estuprou a filha e a deixou louca.
E memso com o amor pela irmã que era filha, mesmo assim só a chegada de um novo homem a faz desvendar toda a verdade?
Moral feminista: os macho enlouquecem a gente mas eles também salvam? Ai ai...isso cansa sabia...

Baixio das Bestas


Título Baixio das Bestas (Original)
Ano produção 2006
Dirigido por Cláudio Assis
Duração 80 minutos
Gênero:Drama, Nacional
Países de Origem:Brasil
Elenco:Caio Blat, Matheus Nachtergaele, Dira Paes, Irandhir Santos, Fernando Teixeira, Mariah Teixeira, Conceição Camaroti, Marcelia Cartaxo, China, João Ferreira, Hermila Guedes
 
O que dizer desse filme retrato da cruel realidade de nossas irmãs/mulheres/meninas brasileiras?
Tanta violência que chega a ser misoginia.
Tão cruel a realidade a que as mulheres pobres no interior do Brasil são submetidas.
Cenas tão fortes de embrulhar o estômago, provocar real ânsia desejo de matar por mais espiritualizada que se seja. Horror daquelas cenas que mesmo uma sombra projetada não consegue acalmar a indignação.
Queria que esse filme fosse apenas ficção e não um retrato de algo que de fato acontece.
O ódio queima como o canavial no fim do corte. E não há garapa que adoce a amargura do estupro da miséria e do machismo.
O cinema nessas horas parece mais uma crítica, um pus, um retrato do que uma imaginação.
 
Como reflexão feminista fico com a imagem do Caio e do Matheus na cachoeira nus, onde existe ali um amor entre dois homens que é  um desejo, que como mulher gostaria que fosse a realidade do mundo.
O dia em que os homens puderem ver as mulheres como iguais, aquela cena seria o reflexo dessa realidade idealizada