segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Não Me Abandone Jamais


Título Never Let Me Go (Original)
Ano produção 2010
Dirigido por Mark Romanek
Duração 103 minutos
Gênero:Drama, Romance
Países de Origem:EUA, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Elenco: Carey Mulligan, Keira Knightley, Andrew Garfield, Sally Hawkins, Charlotte Rampling, Nathalie Richard

Realmente faz jus ao gênero drama.  A protagonista é uma assistente de doadores que foram criados para serem doadores.
O forte do filme é a questão da exclusão social de crianças que seriam marginalizadas socialmente se estivessem fora da escola. O que aparentemente é mais um orfanato na verdade é um lugar para onde foram levadas para crescerem saudáveis e tronarem se doadores de órgãos Nesse lugar elas crescem e estabelecem relações como a da protagonista e sua a melhor amiga e um jovem garoto.
É de muita crueldade imaginar que tais jovens ( visto que começam suas doações com um pouco mais de 20 anos) não tem escolha se querem ou não doar. O fato de não terem pais os fazem órfãos/órgãos, já que não tem nenhum direito á cidadania ou ao livre arbítrio.
Um filme lindo que narra também um triângulo amoroso entre a protagonista o jovem Tommy e sua amiga Ruth. Lógico que Ruth passa a perna na colega ( talvez aqui seja a única parte que sugere algo referente ao nosso patriarcado, já que uma amiga compete com a outra por conta de um garoto) e essa que ao tornar se assistente e futura doadora acaba por encontrar a ex amiga na sua segunda doação. Ambas vão ao encontro do jovem que também está encaminhando para sua terceira doação. Ruth se arrepende de ter separado os dois, desculpando se, já que no reencontro ela é a que mais demonstra estar perto de morrer. Mas nada disso é importante diante da história de que nenhum deles viverá o suficiente para ter uma vida como de qualquer outra pessoa.

MORAL FEMINISTA: mesmo numa situação em que ambos os gêneros são vítimas, ainda perpetua a ideia de que duas amigas devem disputar um homem ao invés de manter o laço da amizade entre elas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ENCANTADORA DE BALEIAS


Encantadora de Baleias (2002)

Título Whale Rider (Original)

Ano produção 2002
Dirigido por Niki Caro
Duração 101 minutos
Gênero: Drama Família
Países de Origem: Nova Zelândia (Aotearoa)

Elenco: Keisha Castle-Hughes, Rawiri Paratene, Vicky Haughton, Cliff Curtis


Narra a história de uma jovem  de onze anos que tem o íntimo desejo de perpetuar a tradição ancestral de sua família da Nova Zelândia.

O avô não aceita sua escolha pois na tradição só um homem pode ser chefe e não uma mulher.
O filme tem como fundo a questão do papel da mulher numa sociedade ancestral relacionada com a atualidade.
Mesmo diante da determinação da garota e de sua vocação para perpetuar sua cultura o avô se nega a ver até que o pior acontece.
Só a beira da morte da garota o avô reconhece sua capacidade para liderar seu povo, o que é seu desejo enquanto o último chefe conhecedor dessa cultura fadada a morrer.
Existe então a ideia de que pra ser reconhecida, a jovem por ser garota tem que colocar sua vida em risco para assumir uma posição que lhe é de direito sanguíneo e mais, de direito mitológico, já que só ela em toda sua tribo é a única de fato capaz de praticar com êxito, dentro todos requisitos de um grande líder, o ritual ancestral fundamental para esse povo: encantar baleias.

MORAL FEMINISTA DO FILME: tem que tentar morrer pra ser reconhecida ao que de fato veio ao mundo!

sábado, 17 de maio de 2014

Mulher e o seu lugar na mídia


Dia desses vi uma propaganda em que o banheiro fala da mulher.
Jura?  O vaso sanitário julga a o quão eficiente é sua limpeza da casa?
Já não basta limpar sob o julgo de toda sociedade em forma de pessoas agora também em forma de vaso sanitário?
Ela vem com um cara e mostra o banheiro e o vaso sanitário macho?! ( bom pelo menos tem boca de quem tem merda a dizer) diz pro cara pensar antes de casar já que ela não lava o banheiro do jeito certo.
Nossa até quando a mulher será alvo de tais tipos de propagandas publicitárias?

Até quando esses discursos serão veiculados como generalização de que existem gêneros definidos para se cuidar da limpeza do lar? Dos filhos? Da casa? Até quando?